Podemos ser o abraço fraterno que acolhe e cura

Ele segurava uma foto e estendeu seus braços em minha direção, como se pedisse colo, socorro, acolhimento. Parei para saber o que estava acontecendo, me abaixei para falar com ele e, entregando a foto de sua avó, me contou que ela estava muito doente e pediu que eu rezasse por sua recuperação.
E na inocência de uma criança, se jogou em meus braços, se aninhou e confiou que Deus amenizasse a sua dor e curasse a sua avó. O segurei em meus braços até que ele se aquietasse, parasse de tremer e eu pudesse ir embora.
Filhos, naquela hora senti que esta é a nossa missão, em todos os lugares, em todos os momentos. Acolher mesmo sem ter respostas e certezas, sem prometer nada, apenas ser um Bom Pastor que conduz suas ovelhas que necessitam de cuidado e proteção. O que fiz foi isso: dar afeto, esperança e carinho, proporcionando a este menino a experiência que na terra, o Padre pode ser o Bom Pastor. Depois o vi sair sorrindo, voltando para a multidão.
Filhos, hoje peço a intercessão de todos vocês por esta avó cujo nome não sei, mas que as lágrimas de desespero de seu neto ficaram marcadas em meu coração.
Divido esta experiência para que reflitam sobre quantas vezes podemos ser o abraço fraterno que acolhe e cura.