Temos muitas diferenças e está tudo bem!

É bastante comum, numa conversa entre namorados, noivos ou casados, que o tema das diferenças entre em cena. Via de regra, alguém diz, referindo-se ao seu parceiro: “Nós somos muito diferentes, você nem imagina!” A verdade é que imaginamos sim. Todos nós, casados, noivos ou namorados, sabemos bem o quanto somos diferentes da pessoa que escolhemos para viver até o fim da nossa vida. O que ocorre é que muitos casais, especialmente namorados, prestam atenção apenas a uma dimensão da diferença, aquela que mais chama a atenção no exterior: o  temperamento. “Nossa, fulano e eu somos muito diferentes! Eu sou totalmente sanguínea, ele é melancólico. É um desafio, mas a gente acaba se entendendo.” Os temperamentos, contudo, são apenas uma pequena parte daquilo que forma uma pessoa em sua inteireza. De início, pode parecer que eles definem o seu namorado ou definem as  diferenças no seu namoro, mas há muito mais que isso.

Quem já tem muitos anos de casado tem atrás de si diversas histórias, um sem número de pequenos embates e desafios com seu cônjuge. Se for alguém que busca a Deus, essa pessoa certamente soube tirar de cada embate e desafio um aprendizado. Uma lição importante nesse sentido é: todas as diferenças importam, mesmo as menores. Ao longo da vida conjugal, pequenas coisas vão se repetir muitas vezes diariamente por muitos anos. No namoro, você pode olhar para seu namorado ou namorada e dizer: “Ele é um pouco bagunçado, mas isso eu tiro de letra.” Ou: “Pela manhã, ela sempre está de mau humor, só melhora depois das dez, mas isso é fichinha perto do amor que tenho por ela.”

Sim, no namoro, situações assim podem parecer insignificantes, mas se você só gosta das coisas muito bem organizadas e todos os dias vê seu marido deixando a toalha de qualquer jeito no banheiro ou a caixa de remédios fora do lugar, isso vai gerando tensão entre vocês, e essa “pequena” diferença passa a ter bem mais relevância. A mesma coisa acontece se você já acorda a mil por hora, animado, cheio de energia, querendo sair ou participar da missa aos domingos às sete da manhã, por exemplo, e sua esposa acorda sempre de cara fechada e nunca topa fazer nenhum programa logo cedo.

As diferenças, mesmo que pequenas, contam?

Toda diferença conta e, tendo você percebido ou não, você e seu(ua) namorado(a) são bastante diferentes. Examine-se além dos seus temperamentos. Pense na educação e nos costumes que cada um de vocês recebeu da família. Pode ser que um tenha vindo de uma família mais abastada, outro de uma família mais simples. Ou ainda um veio de uma família bem estruturada, outro não conheceu o pai ou a mãe… Um pode ter recebido uma educação mais rígida nos costumes, outro viveu solto, sem rédeas, enfim, há muitas combinações possíveis que podem explicar diferenças significativas entre vocês só olhando para a família. Mas não para por aí. Pense também na questão cultural, que pode ser afetada por tanta coisa: a) a região onde nasceram – se um é do Nordeste e o outro é do Sul, por exemplo, quanta diferença cultural cada um traz na bagagem! b) o porte da cidade – se um cresceu numa grande capital, como São Paulo, Recife ou Belo Horizonte, e o outro cresceu na zona rural de uma pequena cidade do interior, que diferença de mundos! c) o acesso à educação que cada um teve – se um tem nível superior e é alguém que sempre valorizou os estudos e o outro teve uma vida mais distante do mundo acadêmico, por exemplo. Você poderia continuar a sua investigação em diversas direções e continuaria a encontrar contextos que evidenciariam a existência de diferenças entre vocês: gostos adquiridos, sejam culinários, políticos, de lazer; história pessoal de vida – de um lado, alguém que viveu vícios, pecados ou que sofreu muitas desilusões amorosas, e do outro lado alguém com uma vida vivida no recato, longe do mundo.

Sim, temos muitas diferenças, mas está tudo bem! Como católicos, somos todos convidados a buscarmos Deus, perseguirmos uma vida de santidade. Por conta disso, devemos olhar essas diferenças como oportunidades para crescermos no amor a Deus e no amor pelo outro. Quando o casal vive em sintonia com Deus, o próprio Espírito Santo vai ensinando, de maneira bem lenta, natural, ao longo dos anos, por meio da própria vida, onde cada um terá que ceder, precisará mudar, onde fica o limite do outro. Naquele exemplo da esposa que acorda de mau humor, pode ser que seja muito difícil para ela superar isso e acordar todos os dias bem, mas ela consegue dar um passo de amor ao decidir participar da missa dos domingos pela manhã, e o esposo, compreendendo a luta de sua esposa, aceita esse passo com alegria. No caso do marido desorganizado, muito possivelmente o passo terá que ser duplo: ele se converte e ordena a própria vida, mas a esposa também tolerará mais as limitações dele, que nem sempre conseguirá alcançar o nível de organização dela.

Diante de tudo isso, olhe para o seu relacionamento e dê um passo além no conhecimento de si próprio e do outro. Essa é uma aventura na qual vale muito a pena embarcar. São sementes plantadas no namoro e no noivado que renderão belos frutos se você chegar a se casar com essa pessoa.

José Leonardo Nascimento/Canção Nova

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