25/05 - Sta. Maria Madalena de Pazzi

http://media.evangelizo.org/images/santibeati/M/Santa_Maria_Maddalena_de_Pazzi_Vergine/Santa_Maria_Maddalena_de_Pazzi_B.jpgBatizada com o nome de Catarina, ela nasceu no dia 2 de abril de 1566, crescendo bela e inteligente em sua cidade natal, Florença, no norte da Itália.

Tinha a origem nobre da família Pazzi, com acesso tanto à luxúria quanto às bibliotecas e benfeitorias da corte dos Médici, que governavam o ducado de Toscana.

Sua sensibilidade foi atraída pelo aprendizado intelectual e espiritual, abrindo mão dos prazeres terrenos, o luxo e as vaidades que a nobreza proporcionava.

Recebeu a primeira comunhão aos dez anos e, contrariando o desejo dos pais, aos dezesseis anos entregou-se à vida religiosa, ingressando no convento das carmelitas descalças.

Ali, por causa de uma grave doença, teve de fazer os votos antes das outras noviças, vestiu o hábito e tomou o nome de Maria Madalena.

A partir daí, foi favorecida por dons especiais do Espírito Santo, vivendo sucessivas experiências místicas impressionantes, onde eram comuns os êxtases durante a penitência, oração e contemplação, originando extraordinárias visões proféticas.

Para que essas revelações não se perdessem, seu superior ordenou que três irmãs anotassem fielmente as palavras que dizia nessas ocasiões.

Um volumoso livro foi escrito com essas mensagens, que depois foi publicado com o nome de "Contemplações", um verdadeiro tratado de teologia mística.

Também ela, de próprio punho, escreveu muitas cartas dirigidas a papas e príncipes contendo ensinamentos e orientações para a inteira renovação da comunidade eclesiástica.

Durante cinco anos foi provada na fé, experimentando a escuridão e a aridez espiritual. Até que, no dia de Pentecostes, a luz do êxtase voltou para a provação final: a da dor física.

Seu corpo ficou coberto de úlceras que provocavam dores terríveis.

A tudo suportou sem uma queixa sequer, entregando-se exclusivamente ao amor à Paixão de Jesus.

Morreu com apenas quarenta e um anos, em 25 de maio de 1607, no convento Santa Maria dos Anjos, que hoje leva o seu nome, em Florença.

Apenas dois anos mais tarde foi canonizada pelo papa Clemente IX.

O corpo incorrupto de santa Maria Madalena de Pazzi repousa na igreja do convento onde faleceu.

Sua festa é celebrada no dia de seu trânsito.

25/05 - Evangelho - Jo 16,16-20

http://noticiascatolicas.com.br/wp-content/uploads//2013/05/09.jpg— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:

16“Pouco tempo ainda, e já não me vereis. E outra vez pouco tempo, e me vereis de novo”. 17Alguns dos seus discípulos disseram então entre si: “O que significa o que ele nos está dizendo: ‘Pouco tempo, e não me vereis, e outra vez pouco tempo, e me vereis de novo’, e: ‘Eu vou para junto do Pai?’”.

18Diziam, pois: “O que significa este pouco tempo? Não entendemos o que ele quer dizer”. 19Jesus compreendeu que eles queriam interrogá-lo; então disse-lhes: ‘Estais discutindo entre vós porque eu disse: ‘Pouco tempo e já não me vereis, e outra vez pouco tempo e me vereis?’

20Em verdade, em verdade vos digo: Vós chorareis e vos lamentareis, mas o mundo se alegrará; vós ficareis tristes, mas a vossa tristeza se transformará em alegria”.

 

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

25/05 - O lar deve ser um ninho de amor

São Paulo disse aos tessalonicenses:d

“Alegrai-vos sempre no Senhor, repito alegrai-vos...” (1 Ts 5,16).

A alegria é algo fundamental para a vida humana, especialmente para o equilíbrio do lar.

São Francisco de Sales, doutor da Igreja, ensinava que “um santo triste é um triste santo”. A Bíblia nos ensina:

“Não entregues tua alma à tristeza, não atormentes a ti mesmo em teus pensamentos. A alegria do coração é a vida do homem... Afasta a tristeza para longe de ti” (Eclo 30,22s).

A alegria deve ser cultivada no lar; ela é o melhor oxigênio para o crescimento tranquilo dos filhos.

E esta alegria vem de Deus.

“Alegrai-vos no Senhor”.

Portanto, toda queixa, murmuração, reclamações, azedume e mau-humor devem ser evitados para que o ambiente do lar não fique tenso e carregado.

Certa vez, assisti a uma palestra sobre a prevenção às drogas no colégio de nossos filhos.

Era um investigador de polícia, combatente do narcotráfico, quem proferiu a aula.

Ao terminá-la, concluiu dizendo aos pais ali presentes que a principal razão pela qual os filhos tantas vezes iniciam-se nas drogas é a falta de carinho e amor dos pais, sobretudo, por não encontrar, no lar, um local agradável para viver.

Muitos lares, por causa das brigas e conflitos, tornam-se verdadeiros infernos, onde o filho não suporta viver, buscando, então, refúgio na rua.

Lá, o traficante está à sua espera, de braços abertos, para lhe oferecer o “consolo” que ele não encontrou em casa.

Isto é muito sério!

Fiquei muito impressionado com a colocação daquele investigador, sobretudo por não se tratar de um padre, psicólogo, médico ou professor, mas de um policial.

Os nossos filhos não podem ser “expulsos” do lar por causa dos seus conflitos internos.

O lar deve ser um ninho de amor, onde os filhos gostem de estar, inclusive com os seus amigos.

Eles têm este direito, pois o lar é deles.

É claro que as normas de boas convivências devem ser respeitadas.

“Em todas as circunstâncias dai graças, pois esta é a vontade de Deus a vosso respeito em Cristo Jesus” (1 Ts 5,17).

Note que o apóstolo manda dar graças “em todas as circunstâncias”, e não apenas quando tudo vai bem.

Dar graças a Deus por tudo, todas as horas, é o meio de, na fé, vencer todas as dificuldades e permancer em paz no meio das adversidades. Ensine isso a seus filhos no dia a dia.

Felipe Aquino

24/05 - O amor tem sede de ser demonstrado e cultivado

https://scontent.frao1-2.fna.fbcdn.net/v/t1.0-9/18519987_1450994188290926_996195941317435384_n.jpg?oh=3a3f19dd9e4cfc59219bb5db16875ffd&oe=59A668D6Amizade: dom e tarefa

A amizade como tarefa se expressa também na iniciativa

A vida é uma realidade que se exerce em meio a constantes tensões.

Existir é estar exposto a acréscimos e podas, é encontrar-se com perdas, alegrias, sofrimentos e frustrações.

Uma coisa é certa: existir, com qualidade, não é tarefa fácil, pois a vida constantemente exige de nós respostas e posicionamentos diante das dificuldades apresentadas por ela.

Viver é responder, e viver bem significa responder bem, decidindo em tudo pelo melhor. Contudo, o peso das respostas exigidas pela vida torna-se mais leve quando aprendemos que a existência pode ser partilhada.

Quando um coração descobre em si o dom de acompanhar e deixar-se acompanhar, o ser se reveste de um novo sentido e tudo se adorna de um novo sabor.

A arte de acompanhar e ser acompanhado tem o poder de tornar importante o que antes nada significava.

Quando temos a coragem de partilhar o que somos, incluindo limites e fraquezas, e de atenciosamente acolher o que o outro é, podemos contemplar milagres sendo realizados por meio dessa entrega.

O que, para nós, não tem valor pode edificar alguém, o que outro enfrenta nesse espaço de tempo pode ser a palavra certa que precisamos ouvir; a partilha do que se é, no positivo e negativo, tem a força de realizar profundas transformações.

Quando abandonamos o medo, abrimo-nos para conhecer e ser conhecidos, descobrimos muitos recados de Deus escritos em muitas histórias e corações, que desejam ansiosamente serem declarados a nós.

No entanto, é preciso compreender que tais recados existem e podem estar mais perto do que imaginamos, mas é necessário que tenhamos disposição para lê-los e absorvê-los em seu pleno significado.

Existem inúmeras cartas que o Criador endereçou a cada um de nós.

Isso pertence a Ele, é dom que parte do Seu coração. Porém, decifrar esse dom é tarefa eminentemente humana, depende somente de nós.

A amizade é dom de Deus, mas necessita de constantes cuidados humanos para perpetuar-se na existência.

A amizade tem o poder de tornar a vida mais leve e significativa.

Quando se partilha dores e alegrias, tudo se investe de uma nova cor.

Uma das definições do conceito de inferno se desvela na solidão.

Inferno é o estado no qual o ser se encontra só, impossibilitado de contemplar a face d’Aquele que o ama infinitamente.

Tal impossibilidade não se estabelece por insuficiência d’Aquele que ama, mas é fruto da liberdade do ser que optou pela negação dessa presença, decidindo assim pela eterna ausência.

Essa definição muito nos ensina quando buscamos percorrer o território da amizade, pois esta sempre é fruto de uma liberdade que descobre o dom da graça, inaugurando possibilidades de interação com um outro ser que, conscientemente, corresponde a esta, dando passos concretos rumo à partilha e à ação do que é, para assim construir esse relacionamento que recorda o céu, realizando o ofício de dissipar solidões e suscitar alegrias perenes.

A amizade pede iniciativa

Aquele que nos criou deseja que todos os homens se amem, contudo, Ele nos presenteou com um dom chamado liberdade, para que com este optemos pelo que seremos e assim construamos nossa história.

O amor – interação e doação – não é apenas um sentimento, mas uma decisão consciente. Ele é tarefa proposta a nós como condição de possibilidade para nossa plena realização.

Na amizade, a parte que nos cabe exige de nós sensibilidade e determinação.

A qualidade de nossas amizades depende da atenção e dos cuidados que dispensamos a elas.

Para que os laços se aprofundem, faz-se essencial a disposição para se revelar sem medo e para acolher o outro como ele é, sem lhe impor os nossos moldes.

Ser amigo é partilhar e aceitar como o outro é, sem querer transformá-lo em nós mesmos.

Ele é um outro, e assim precisa ser acolhido.

A amizade como tarefa se expressa também na iniciativa.

O amor tem sede de ser demonstrado e cultivado; se isso não ocorrer, ele se cansa e vai habitar em outro lugar.

O amor, quando é expresso, provoca reação, gera um ambiente de amor.

Assim a amizade se transforma em um lugar onde o coração experiencia um pouco de céu, ainda nessa terra.

Que a graça nos convença a respeito do que, de fato, cabe a nós nesta vida.

E que assim, estabelecendo nossa escala vital de prioridades, consigamos perpetuar o amor em nossos dias, sendo luz e permitindo-nos iluminar pelas fagulhas de eternidade presentes em cada coração.


Dijanira Silva/Canção Nova

Sub-categorias

  • Nosso conselheiro admirável

    Jesus Cristo

    D

    “Louvado sejas tu, meu Senhor, por quem perdoa pelo teu amor; por quem sofre provações e doenças, feliz quem as sustenta em paz, porque será por ti coroado!” (São Francisco de Assis).

    O Senhor, durante este tempo novo em que estamos vivendo, convida-nos, a cada momento, para nos aproximarmos d’Ele, de forma a que não nos desviemos do verdadeiro caminho.

    ”Eu, o Senhor teu Deus, te ensino coisas úteis, te conduzo pelo caminho em que andas” (Isaías 48,17b).

    É muito fácil nos confundirmos, errarmos o caminho e cairmos no buraco do pecado, dos erros e vícios.

    Somos como as ovelhas: possuímos pouca “visão” e não sabemos caminhar por conta própria.

    Sozinhos, sem alguém para nos orientar, corremos o risco de nos perder; principalmente quando agimos a partir de nossos sentimentos feridos.

    Jesus Cristo é o ”Conselheiro Admirável”, e junto d’Ele precisamos permanecer, para que as coisas deste mundo não nos levem a perder de vista as coisas essenciais.

    Renovemos hoje a nossa confiança no Senhor:

    Jesus, eu confio em Vós!

     

    Luzia Santiago
    Canção Nova