29/05 - Sta. Úrsula Ledochowska

http://4.bp.blogspot.com/-yNY-aj2iTWI/T8SRs7mH2cI/AAAAAAAACto/m7SmADy8OBI/s1600/%C3%9Arsula+Ledochowska.jpgJúlia Ledochowska pertencia a uma família especialmente abençoada.

A sua irmã mais velha, Maria Teresa, era religiosa, fundou uma congregação e foi inscrita no livro dos santos.

O irmão, o padre Vladimiro foi o vigésimo sexto preposto-geral dos jesuítas.

Ela nasceu em 17 de abril de 1865 e os pais eram nobres poloneses que residiam na Áustria.

Até o final da adolescência viveu nesse país, onde completou os estudos, depois voltou com a família para o solo polonês, estabelecendo-se na Croácia.

Aos vinte e um anos, ingressou no Convento das Irmãs Ursulinas de Cracóvia, pronunciando os votos definitivos e tomando o nome de Úrsula em 1899.

Ativa educadora, fundou um pensionato feminino para jovens, promovendo entre os estudantes a Associação das Filhas de Maria e foi, também, superiora do seu convento por quatro anos.

Foi chamada pelo pároco da igreja de Santa Catarina em Petersburgo, na Rússia, que na época reprimia toda atividade religiosa, inclusive as de cunho assistencial, para dirigir um internato de estudantes polonesas exiladas; nessa função teve de usar roupas civis para sua segurança.

Em 1909, fundou, também, uma casa das ursulinas na Finlândia onde inovou com um pensionato e uma escola ao ar livre, para moças doentes, seguindo o estilo inglês, ao mesmo tempo fundando, na mesma Petersburgo, uma casa das Ursulinas.

A sua cidadania e origem austríaca a fizeram objeto de perseguição por parte da polícia russa durante a Primeira Guerra Mundial , tanto que em 1914 se refugiou na Suécia, onde fundou, também ali, um pensionato e uma escola.

O seu grande senso de apostolado a fez fundar para os católicos suecos o jornal "Solglimstar", editado ainda hoje sob outra direção.

Em 1917, foi para a Dinamarca dar assistência aos poloneses perseguidos, onde permaneceu por dois anos, quando, então, regressou para o seu convento na Polônia.

Atendendo um antigo anseio interior, em 1920 separou-se da sua congregação para fundar uma nova ordem: as Irmãs Ursulinas do Sagrado Coração Agonizante, com a função de dar assistência aos jovens abandonados e para cuidar dos pobres, velhos e crianças.

Na Polônia, devido à cor do hábito, se popularizaram como as "ursulinas cinzas" e na Itália, como as "irmãs polonesas".

A ordem foi aprovada em 1930 e se desenvolveu com rapidez.

Quando sua fundadora, madre Úrsula, morreu, já existiam trinta e cinco casas e mais de mil irmãs.

Ela deixou vários livros, todos escritos em polonês, que foram traduzidos para o italiano e francês.

Madre Úrsula Ledochowska faleceu em Roma no dia 29 de maio de 1939, na Casa mãe da Ordem, que conserva as suas relíquias.

O papa João Paulo II, em 1983, a beatificou, numa comovente cerimônia em Poznan, quando visitava a Polônia.

Vinte anos depois ele mesmo a canonizou, declarando ser seu devoto.

O culto em sua homenagem foi designado para o dia de sua morte.

28/05 - Pessoas realizadas e felizes

2Bíblia e os documentos da Igreja usam esta expressão:

"os desígnios de Deus".

Desígnio é mais que um simples desejo, são as disposições de Deus: Seus planos, Seus projetos, Seus propósitos de amor para conosco.

Ele tem desígnios de amor para a nossa vida, por isso, necessitamos entrar nos propósitos de Deus.

Se caminharmos segundo a vontade de Deus, a nossa vida seguirá como um rio: tortuoso sim, com muitos obstáculos no seu leito, mas, seguro em seu curso natural.

Por outro lado, se não formos dóceis à vontade Dele, não seremos pessoas felizes e realizadas.

Uma árvore, mesmo não produzindo nenhuma flor e nenhum fruto, já realiza o seu papel.

Durante a noite, ela transforma o gás carbônico e toda a poluição em oxigênio.

Todo ser que realiza a finalidade de sua existência é uma bênção para si e para os outros.

E aquele que faz tudo ao contrário do que Deus lhe pede e, foge da razão da sua própria existência, torna-se um infeliz, um frustrado, um verdadeiro desgraçado, porque fugiu da graça. 

A criatura humana foi criada para Deus.

Quando se encaminha para Ele, torna-se uma felicidade e uma bênção para si e o para os demais. 


Pe. Jonas Abib

28/05 - Ferrugem que nos corrói aos poucos

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Ressentimento: 

Temos o perdão como um fardo, como algo impossível de se viver.

É o próprio inimigo que suscita esse pensamento em nossa mente.

Ele faz com que guardemos raivas, mágoas, ressentimentos...

Essa é a tática que ele usa para acabar com a nossa família, nosso grupo e nossa comunidade.

Não somos capazes de imaginar o mal que a falta de perdão gera.

Infelizmente, acabamos guardando dentro de nós o mal que as pessoas nos fazem.

O ressentimento é como a ferrugem que vai nos corroendo aos poucos e, quando percebemos, já fomos tomados por ela.

Porém, quando perdoamos, Deus mesmo preenche nosso coração com o Seu amor e passamos a experimentar a paz que tanto sonhamos.

São Paulo nos ensina em sua carta:

''Não se ponha o sol sobre o vosso ressentimento'' (Ef 4,26).

Somos todos frágeis!

Se reconhecêssemos e admitíssemos nossas limitações, seria mais fácil perdoar o irmão e compreender suas fraquezas.

Portanto, não tenha medo de falar para Jesus de sua dificuldade de perdoar; o quanto é difícil para você admitir que é capaz de cometer os mesmos erros e as mesmas falhas dos outros.

O Senhor conhece o seu coração, mas espera que você fale das suas dificuldades.

Temos de ser verdadeiros com Deus.


Monsenhor Jonas Abib

28/05 - S. Germano de Paris

http://mundolusitano.weebly.com/uploads/1/1/0/3/11036970/3181919_orig.jpgNascer e prosseguir vivendo não foram tarefas fáceis para Germano.

Ele veio ao mundo na cidade de Autun, França, no ano 496.

Diz a tradição que sua mãe não o desejava, por isso tentou abortá-lo, mas não conseguiu.

Quando o menino atingiu a infância, ela atentou novamente contra a vida dele, tentando envenená-lo, mas também foi em vão.

Acredita-se que ele pertencia a uma família burguesa e rica, pois, depois disso, foi criado por um primo, bem mais velho, ermitão, chamado Escapilão, que o fez prosseguir os estudos em Avalon.

Germano, com certeza, viveu como ermitão durante quinze anos, ao lado desse parente, em Lazy, aprendendo a doutrina de Cristo.

Decorrido esse tempo, em 531 ele foi chamado pelo bispo de Autun para trabalhar ao seu lado, sendo ordenado diácono, e três anos depois, sacerdote.

Quando o bispo morreu, seu sucessor entregou a direção do mosteiro de São Sinforiano a Germano, que pela decadência ali reinante o supervisionava com certa dificuldade.

Acabou deixando o posto por intrigas e pela austeridade que desejava impor às regras da comunidade.

Foi, então, para Paris, onde, pelos seus dons, principalmente o do conselho, ganhou a estima do rei Childeberto, que apreciava a sua sensatez.

Em 536, o rei o convidou a ocupar o bispado de Paris, e Germano aceitou, exercendo grande influência na corte merovíngia.

Nessa época, o rei Childeberto ficou gravemente enfermo, sendo curado com as orações do bispo Germano.

Como agradecimento, mandou construir uma grande igreja e, bem próximo, um grande convento, que mais tarde se tornou o famoso Seminário de Paris, centro avançado de estudo eclesiástico e de vida monástica.

Germano participou, ainda, de alguns importantes acontecimentos da Igreja da França: do concilio de Tours, em 567, e dos concílios de Paris, inclusive o de 573, e a consagração do bispo Félix de Bourges em 570.

Entrementes não eram apenas os nobres que o respeitavam, ele era amado pelo povo pobre da diocese.

Germano era pródigo em caridade e esmolas, dedicando ao seu rebanho um amor incondicional.

Freqüentemente, era visto apenas com sua túnica, pois o restante das roupas vestira um pobre; ficava feliz por sentir frio, mas tendo a certeza de que o pobre estava aquecido.

Quando nada mais lhe restava, permanecia sentado, triste e inquieto, com fisionomia mais grave e conversação mais severa.

Assim viveu o bispo Germano de Paris, até morrer no dia 28 de maio de 576. Logo os milagres e graças começaram a acontecer e o seu culto foi autorizado pela Igreja, mantendo a data de sua morte para a celebração.

Suas relíquias se encontram na majestosa igreja de São Germano de Paris, uma das mais belas construções da cidade.

Sub-categorias

  • Nosso conselheiro admirável

    Jesus Cristo

    D

    “Louvado sejas tu, meu Senhor, por quem perdoa pelo teu amor; por quem sofre provações e doenças, feliz quem as sustenta em paz, porque será por ti coroado!” (São Francisco de Assis).

    O Senhor, durante este tempo novo em que estamos vivendo, convida-nos, a cada momento, para nos aproximarmos d’Ele, de forma a que não nos desviemos do verdadeiro caminho.

    ”Eu, o Senhor teu Deus, te ensino coisas úteis, te conduzo pelo caminho em que andas” (Isaías 48,17b).

    É muito fácil nos confundirmos, errarmos o caminho e cairmos no buraco do pecado, dos erros e vícios.

    Somos como as ovelhas: possuímos pouca “visão” e não sabemos caminhar por conta própria.

    Sozinhos, sem alguém para nos orientar, corremos o risco de nos perder; principalmente quando agimos a partir de nossos sentimentos feridos.

    Jesus Cristo é o ”Conselheiro Admirável”, e junto d’Ele precisamos permanecer, para que as coisas deste mundo não nos levem a perder de vista as coisas essenciais.

    Renovemos hoje a nossa confiança no Senhor:

    Jesus, eu confio em Vós!

     

    Luzia Santiago
    Canção Nova