24/05 - Presidente sul-coreano pede ajuda ao Papa para a reconciliação na península

O Presidente sul-coreano Moon Jae, pediu ajuda ao Papa Francisco na mediação da crise entre as duas Coreias.

Segundo a Agência Yonhap o Presidente da Conferência Episcopal Coreana, Dom Kim Hee Joong, está no Vaticano com o objetivo de entregar ao Pontífice uma carta de Moon sobre o tema, pedindo a ele “para rezar pela paz e a reconciliação” na península coreana.

O pedido é inspirado no papel desempenhado pelo Papa na normalização das relações diplomáticas entre Cuba e Estados Unidos em 2014.

A este respeito, a Secretaria da Presidência de Seul precisou que a Coréia do Sul pediu ao Papa Francisco ajuda para restabelecer a paz e a reconciliação na península coreana e não para mediar um encontro de cúpula entre as Coreias, como chegou a ser anunciado por algumas agências.

“É previsto que o Arcebispo Kim entregue uma carta pessoal do Presidente ao Papa”, afirmou o porta-voz Park Soo-hyun em um comunicado.

“De qualquer forma, a carta não contém o pedido ao Papa para ajudar a mediação de um vértice entre Norte e Sul”. Neste sentido, devido aos repetidos testes com mísseis por parte de Pyongyang, não existe condições para um encontro de cúpula entre as duas Coréias, precisou o porta-voz.

 

Fonte: radiovaticano

24/05 - Audiência: Jesus nos oferece a "terapia da esperança"

A terapia da esperança: foi o que propôs o Papa Francisco aos cerca de 20 mil fiéis reunidos na Praça S. Pedro na Audiência Geral da quarta-feira (24/05).

Em sua catequese, o Pontífice comentou a experiência dos dois discípulos de Emaús, de que fala o Evangelho de Lucas. Dois homens caminhavam desiludidos após a morte de Jesus. Caminhavam tristes, porque viram morrer as esperanças que tinham depositado em Jesus, sendo a cruz erguida no Calvário o sinal mais eloquente da derrota que não tinham previsto.

O encontro de Jesus com os dois discípulos parece casual. Caminham pensativos e um desconhecido se aproxima: é Cristo, que então começa a sua “terapia da esperança”. “Quem a faz? Jesus. Antes de tudo, pergunta e escuta, pois o nosso Deus não é um Deus intrometido”, disse o Papa.

Mesmo conhecendo o motivo da desilusão, deixa que falem de sua amargura. O resultado é uma confissão que mais se parece com um refrão da existência humana: «Nós esperávamos, mas…»

“Quantas tristezas, quantas derrotas, quantas falências existem na vida de cada pessoa! No fundo, somos todos um pouco como esses dois discípulos. Quantas vezes nos encontramos a um passo da felicidade e ficamos desiludidos. Mas Jesus caminha com todas as pessoas cabisbaixas. E caminhando com elas, de forma discreta, lhes restitui a esperança.”

A verdadeira esperança passa através de derrotas. Nos Livros Sagrados, não se encontram histórias de heroísmo fácil, nem campanhas fulminantes de conquista. Deus não gosta de ser amado como um General que leva o seu povo à vitória, aniquilando os adversários. A presença do Senhor lembra uma chama frágil que arde num dia de frio e vento; e, para aparecer ainda mais frágil esta sua presença neste mundo, foi esconder-Se num lugar que todos desdenham.

Com os dois discípulos, Jesus repete o gesto fulcral da Eucaristia: tomou o pão, pronunciou a bênção e, depois de o partir, o entregou. Neste gesto está também o significado de como deve ser a Igreja: o destino de cada um de nós. Jesus nos toma, pronuncia a bênção, e espedaça a nossa vida – porque não há amor sem sacrifício – e a oferece aos outros, a todos.

O encontro de Jesus com os dois discípulos é rápido. Mas nele está todo o destino da Igreja. Nos fala que a comunidade cristã não está fechada numa cidadela fortificada, mas caminha no seu ambiente mais vital, isto é, na rua. E ali encontra as pessoas, com suas esperanças e suas desilusões. A Igreja oferece escuta a todos, para depois oferecer a Palavra de vida. E então o coração das pessoas volta a arder de esperança.

"Todos na nossa vida tivemos momentos difíceis, momentos em que caminhávamos tristes, desiludidos, sem horizonte, somente com um muro diante de nós. Jesus sempre está do nosso lado, para nos dar esperança,. Para nos aquecer o coração. Ele nos diz: vai avante, estou com você, prossiga."

O segredo do caminho que conduz a Emaús está aqui: apesar das aparências contrárias, nós continuamos a ser amados por Deus; Ele jamais deixará de nos querer bem.

“Deus caminhará conosco sempre, sempre, mesmo nos momentos mais dolorosos, nos momentos mais duros, de derrota. Ali está o Senhor. E esta é a nossa esperança, prossigamos com esta esperança, porque Ele está do nosso lado caminhando conosco, sempre!”

 

 

Fonte: radiovaticano

24/05 - Com esta tradição, 2 irmãos sacerdotes querem abrir a porta do céu para sua mãe

Vários sacerdotes jovens retomaram a antiga tradição de dar às suas mães o manustérgio da sua ordenação, ou seja, o pano de linho branco usado para limpar o óleo crismal que o Bispo usa para ungir as suas mãos.

Herb e Theresa Waltz são um casal natural de Bismarck, em Dakota do Norte (Estados Unidos), que colocaram na moldura e penduraram em uma parede da sua casa dois panos brancos com manchas amareladas que são do óleo do crisma com o qual os seus dois filhos foram ungidos no dia da sua ordenação sacerdotal.

O pano, chamado manutergium – do latim “manu” e “tergium”, que significa “toalha de mão” –, deve ser guardado pela mãe durante toda a sua vida e ser enterrada segurando em suas mãos.

Quando a mãe se apresentar diante de Deus, Ele dirá: “Eu te dei a vida. O que você me deu?”. Ela entregará o manustérgio e responderá: “Eu te entreguei o meu filho como sacerdote”, com isso posso conseguir entrar no paraíso, segundo assinala a tradição.

Entretanto, embora seja uma belo costume cheio de afeto, é necessário recordar que a salvação não é obtida por meio de objetos, mas com o esforço diário pela santidade pessoal.

Pe. Joshua Waltz, um dos filhos de Herb e Theresa, e diretor de vocações da Diocese de Bismarck, explicou em uma entrevista ao National Catholic Register que quando ficou sabendo desta tradição, quis acrescentar ainda mais simbolismo.

Esta ideia surgiu antes da sua ordenação em 2007, durante uma peregrinação ao Santuário Mariano de Lourdes, na França: “Comprei um pequeno corporal (pano onde se coloca a sagrada hóstia e o cálice durante a celebração da Missa) e logo o submergi comigo nas piscinas. Ia entregar para a minha mãe, mas antes queria que a mãe de todas as mães fizesse parte disso”.

Pe. Joshua disse que na oração, as palavras que Jesus disse à sua Mãe enquanto estava na cruz se aproximaram: “Mãe, eis aí o teu filho”.

“Quando a minha mãe olha para mim celebrando a Missa, ela também está olhando para Cristo, foi o que aconteceu no rito da ordenação. No corporal é onde acontece o mistério do sacrifício da imagem da crucificação e é onde Nossa Senhora se levantou e recebeu estas palavras de Jesus”.

Pe. Joshua levou o pano para a Universidade Pontifícia de Santo Tomás de Aquino e ao Seminário do Colégio Norte-Americano em Roma. Em seguida, pediu que uma avó italiana bordasse no pano estas palavras: “Mulher, eis aí o teu filho”.

Por sua parte, o seu irmão, Pe. Justin Waltz, pároco da igreja de São Leão em Dakota do Norte, foi ordenado no ano seguinte. Também rezou para saber como fazer um manustérgio especial para a sua mãe: “Comecei a me perguntar como havia sido quando os meus pais se casaram”.

Quando soube que a sua mãe ainda tinha o seu vestido de noiva e não planejava fazer nada com ele, pediu à sua avó para que entregasse o vestido para ele. O Pe. Justin levou o vestido de volta com ele para o seminário em Ohio e pediu às irmãs em um convento próximo para que cortassem e dobrassem um pedaço de pano.

“Era um símbolo do casamento dos meus pais, e o fruto deste eram dois sacerdotes. A partir do momento que a minha mãe usou o vestido de noiva até o momento no qual ela sustentará o manustérgio em suas mãos para ser enterrada com ele, será um símbolo de que os sacrifícios que fiz foram de Deus e agradáveis a Ele, e a salvação chegou através Dele”.

Theresa disse que os manustérgios colocados na moldura representam três gerações. Sua avó, sua mãe e ela costumavam rezar o Rosário para que houvesse um sacerdote na família. A sua mãe viveu para ver a ordenação dos dois netos.

“Coloquei um pedaço de ambos os panos nas mãos da minha mãe quando morreu em 2008, e ela foi enterrada com eles. Quando olho para eles na parede, lembro-me das ordenações e o quanto foram comoventes e esperamos algum dia estar todos juntos no céu”, expressou.

 

Fonte: acidigital

24/05 - Como evolui o Colégio Cardinalício com o quarto consistório do Papa Francisco?

O quarto consistório do Papa Francisco anunciado no dia 21 de maio se assemelha ao último de Bento XVI por quatro razões: a surpresa, o pequeno número de cardeais, assim como a ausência de octogenários e de cardeais italianos.

Comecemos pela surpresa: o consistório será no dia 28 de junho, sete meses após o último, que aconteceu durante o encerramento do Ano Santo, quando Francisco havia designado 17 purpurados. Ninguém esperava – como no consistório convocado por Bento XVI em novembro de 2012 –, um novo grupo de cardeais poucos meses depois do anterior.

O pequeno número de cardeais. Neste caso, Francisco criará cinco cardeais; enquanto Bento XVI havia criado seis.

Como no consistório de novembro de 2012, não foram considerados na lista novos purpurados octogenários e que, portanto, são excluídos por motivo de idade em um próximo conclave.

Além disso, como Bento XVI fez, neste caso também não há novos cardeais italianos.

Com os cinco novos purpurados, os cardeais eleitores subirão para 121, um a mais que número limite estabelecido pelo Beato Paulo VI e confirmado pelos seus sucessores.

Com o ingresso de novos bispos no Colégio Cardinalício, a Europa passa de 51 para 53 eleitores, a América Central de 4 para 5, África e Ásia de 14 para 15 cada.

A América do Norte permanece com 17 eleitores, a América do Sul com 12 e a Oceania com 4.

Também neste consistório, o Papa Francisco confirma a sua predileção pelas igrejas da periferia e de fronteira, em detrimento das igrejas “historicamente” cardinalícias e também da Cúria Romana.

A idade média dos novos cardeais é de 71,6 anos. O mais novo é o sueco Anders Arborelius, que completará 68 anos em setembro, e o mais velho é o Cardeal Gregório Rosa Chávez, que completará 75 anos também em setembro.

O Papa Francisco criou em seus quatro consistórios 61 cardeais, dos quais 49 são eleitores e 12 não eleitores. Atualmente, do total de cardeais eleitores, 52 foram criados por Bento XVI e 20 por São João Paulo II.

Com exceção da Espanha, recebem a púrpura pela primeira vez os representantes de El Salvador, Suécia, Mali e Laos. Além disso, há a particular eleição de um vigário apostólico e de um bispo auxiliar.

Trata-se de duas novidades, como a criação cardinalícia de um núncio apostólico em novembro de 2012, algo que não acontecia há várias décadas.

 

Fonte: acidigital