28/07 - Era soldado inglês e hoje como Bispo assume diocese 10 vezes maior do que Grã Bretanha

No último dia 20 de maio, Dom John MacWilliam foi ordenado Bispo da diocese de Laghouat, localizada no deserto do sul da Argélia. O território da jurisdição confiada a ele é dez vezes maior do que a Grã Bretanha, que tem quase 230 mil quilômetros quadrados.

Dom MacWilliam foi ordenado Bispo de Laghouat no sábado, 20 de maio, na Abaia Worth, localizada em Sussex do Oeste, no sul da Inglaterra.

Na diocese que agora governa há cerca de 1200 católicos entre os 477 mil habitantes da cidade de Laghouat.

Dom MacWilliam era um militar inglês e passou os últimos 20 anos de sua vida no norte da África como sacerdote dos Missionários da África (Padres Brancos).

Segundo informou o jornal católico ‘The Tablet’, como sacerdote, MacWilliam se destacou por contribuir na restauração da presença da Igreja Católica na Argélia e trabalhou para fomentar a paz nesse país onde menos de 1% da população é cristã e 99% é muçulmana.

Em uma entrevista concedida a ‘World Affairs’ em 2012, o então Pe. MacWilliam narrou o drama que a população argelina viveu durante a chamada “década negra”, quando aconteceu a guerra civil. Este conflito durou de 1991 a 2002 e deixou um saldo de 150 mil a 200 mil mortos, entre os quais, 15 católicos.

Recordou que antes de chegar à Argélia em 1994, quatro membros de sua congregação foram assassinados. Diante dessa situação, ofereceu-se como voluntário para ajudar a restaurar sua ordem religiosa na cidade de Tizi-Ouzou.

Sobre seu trabalho missionário no país, indicou que “foi difícil, mas, por outro lado, enriquecedor, porque estávamos ali ajudando as pessoas. Abri bibliotecas e deu meu apoio aos estudantes universitários. Muitos estrangeiros se foram, muitas embaixadas fecharam, muitas empresas se foram”.

“A Igreja Católica não se foi. Ficamos. Quando as coisas se tornam difíceis, alguns não deixam seus amigos”, expressou.

Em declarações a ‘Catholic Herald’, Dom MacWilliam expressou que o número reduzido de católicos em Laghouat é a “presença cristã” da região.

“Nossa presença entre os muçulmanos é importante. Se não estivéssemos ali, eles não saberiam como os cristãos somos”, afirmou o Prelado.

O Bispo de Laghouat, que tem 68 anos, também indicou que na região “há terroristas muçulmanos e todos devem ter cuidado com isso, mas eles poderiam atacar em qualquer parte do mundo”.

“Não nos sentimos ameaçados. Só vivemos lado a lado. Estar ali é o importante”, sublinhou.

Dom MacWilliam nasceu em 1948 e serviu durante 18 anos de sua vida ao exército britânico, onde obteve a patente de major. Aposentou-se em 1984.

Foi ordenado sacerdote em 1992, aos 43 anos. Nesse mesmo ano, começou a estudar no Pontifício Instituto de Estudos Árabes e Islâmicos. Em 1994, chegou à Argélia como sacerdote dos Missionários da África (Padres Brancos).

 

Fonte: acidigital

27/05 - Seminarista Redentorista fará leitura em missa de Pentecostes com o Papa Francisco

A Solenidade de Pentecostes é uma das celebrações anuais que o Papa preside no Vaticano. E neste ano um seminarista redentorista brasileiro dará a nossa voz portuguesa a uma das leituras da Liturgia da Palavra, durante a Missa na Praça de São Pedro.

Pelo caráter do episódio da descida do Espírito Santo como dons para a evangelização na Igreja primitiva, poucos dias depois de Nosso Senhor ascender aos céus, Pentecostes é a terceira data mais importante da vida da Igreja, depois da Páscoa e do Natal.

É particularmente especial que Pentecostes seja celebrado no coração da Igreja por 3 motivos: a presença de pessoas de todo o mundo recorda a diversidade de línguas durante a conhecida história da Torre de Babel, durante a qual ninguém compreendia mais o outro; Pentecostes é o contrário, pois a leitura dos Atos dos Apóstolos relata que pessoas de todo o mundo em Jerusalém compreenderam em sua própria língua o que os Apóstolos proclamavam movidos pelo Espírito Santo. Além de tudo isso, a espera do Antigo Testamento e a realização do Novo são expressos na Praça de São Pedro reunida em torno do Santo Padre: pessoas de todos os lugares entendem-se porque compartilham da mesma fé e rezam juntos, porque o Espírito Santo foi doado e não nos deixou mais.

A convite do Escritório das Celebrações Litúrgicas do Papa, Filipe Oliveira lerá em língua portuguesa um texto da Liturgia da Palavra. Outros idiomas também serão expressados em preces e outras leituras. Felipe é catarinense de Lages (SC), hoje como seminarista postulante, está há 2 anos na Congregação do Santíssimo Redentor (Província de Porto Alegre). reside em Porto Alegre e estuda Filosofia na Pontifícia Universidade Católica na capital gaúcha.

"Será um dos momentos mais felizes da minha vida, estar na Cidade Santa e ter esta oportunidade de fazer uma leitura na Praça São Pedro", diz o seminarista Filipe, sobre a inesquecível experiência de ler em nosso idioma durante a Missa Papal de Pentecostes, a partir de quando o dom da fé combinou com a universalidade de línguas, raças, povos e tempos.

A Solenidade de Pentecostes acontecerá, esse ano, no dia 04 de junho.

 

Fonte: a12

27/05 - Papa propõe "manual do missionário" a religiosas

Manual do Missionário foi proposto a Pequenas Irmãs Missionárias da Caridade, reunidas para o Capítulo Geral

Um pequeno “manual do missionário”: foi o que propôs o Papa Francisco ao concluir sua série de audiências na manhã desta sexta-feira, 26, recebendo as Pequenas Irmãs Missionárias da Caridade, reunidas em Roma para seu 12º Capítulo Geral.

O Instituto, da família orionita, tem como carisma desenvolver um amplo apostolado junto aos mais pobres da sociedade e tem uma natureza missionária. E foi justamente a esta característica que o Papa dedicou o seu discurso. O método missionário, afirmou, deve ser marcado pela proximidade, pelo encontro, pelo diálogo e pelo acompanhamento.

Audácia e criatividade

“A missão e o serviço aos pobres as coloca ‘em saída’ e as ajudará a superar os riscos da autorreferencialidade, do limitar-se a sobreviver e da rigidez autodefensiva”, destacou Francisco. Ao missionário, acrescentou, pede-se que seja uma pessoa audaz e criativa. “Não vale o cômodo critério do ‘sempre se fez assim’. Repensem os objetivos, as estruturas, o estilo e os métodos da missão. Estamos vivendo num tempo em que é necessário repensar tudo à luz daquilo que o Espírito nos pede”, aconselhou.

Liberdade e simplicidade

O missionário, prosseguiu o Papa, deve ser também uma pessoa livre, que vive sem nada de sua propriedade. “Não me canso de repetir que a comodidade, a preguiça e a mundanidade são forças que impedem o missionário de ‘sair’, de ‘partir’ e de se colocar em caminho e de compartilhar o dom do Evangelho. O missionário não pode colocar-se em caminho com o coração repleto de coisas (comodidade), com o coração vazio (preguiça) ou em busca de coisas alheias à glória de Deus (mundanidade). O missionário é uma pessoa livre de lastros e correntes; uma pessoa que vive sem nada de sua propriedade; somente para o Senhor e o seu Evangelho; uma pessoa que vive num caminho constante de conversão pessoal e trabalha sem cessar para a conversão pastoral.”

Espiritualidade holística e profeta da misericórdia

Outra característica do missionário é ser uma pessoa habitada pelo Espírito Santo e que tenha uma espiritualidade fundada em Cristo, na Palavra de Deus e na liturgia. Uma espiritualidade “holística”, que envolva toda a pessoa nas suas várias dimensões. Por fim, o missionário deve ser um profeta da misericórdia, isto é, pessoa centralizada em Deus e nos crucifixos deste mundo. “Deixem-se provocar pelo clamor de tantas situações de dor e de sofrimento. Como profetas da misericórdia, anunciem o perdão e o abraço do Pai.”

O Papa Francisco concluiu seu discurso propondo o ícone da Visitação: “Assim com a Virgem Maria, coloquem-se em caminho, com pressa – não a pressa do mundo, mas a pressa de Deus – e repletas da alegria que habita em seu coração cantem o magnificat. Cantem o amor de Deus por cada criatura. Anunciem aos homens e às mulheres de hoje que Deus é amor”.

As Pequenas Irmãs Missionárias da Caridade estão presentes em várias cidades do Brasil, reunidas na Província Nossa Senhora Aparecida.

 

Fonte: cancaonova

27/05 - Semana Missionária reunirá jovens no entorno do Rio Paraíba do Sul

Prepare-se para uma vivência única! Você é convidado a uma experiência missionária, entre os dias 22 e 28 de julho, em uma das 11 dioceses banhadas pelo Rio Paraíba do Sul. De encontro ao que nos pede Papa Francisco, uma “Igreja em saída”, a juventude é convidada a servir, indo de encontro aos que mais precisam.

Cada pessoa poderá inscrever-se diretamente em uma das 11 dioceses. São ofercidas 3.800 vagas para jovens de todo o Brasil. As dioceses que acolhem os missionários ficarão responsáveis pelas despesas de alimentação e estadia. As despesas de viagem e de translado a Aparecida serão por conta de cada missionário.

“Inspirados nas palavras de Jesus: Ide pregai o evangelho’ e do Papa Francisco que nos pede para sermos uma Igreja ‘em saída’, oferecemos à juventude e à Igreja no Brasil esta Semana Missionária. Que o Senhor nos abençoe e a Mãe Aparecida nos cubra com seu manto de amor”, afirma Dom Vilsom.

Para participar é preciso se inscrever no site Jovens Conectados. Ao preencher o formulário de inscrição na Semana Missionária, será necessário informar em qual Diocese deseja participar. São elas:

Diocese de São José dos Campos (SP)
Diocese de Taubaté (SP)
Diocese de Mogi das Cruzes (SP)
Diocese de Lorena (SP)
Diocese do Piraí-Volta Redonda (RJ)
Diocese de Valença (RJ)
Diocese de Friburgo (RJ)
Diocese de Campos (RJ)
Diocese de Caratinga (MG)
Arquidiocese de Juiz de Fora (MG)
Diocese de Leopoldina (MG)

De 27 a 28 acontece em Aparecida o JUMI – Juventude em Missão, o grande Jubileu da Juventude no Santuário. O evento será marcado pelo encerramento da Semana Missionária. Haverá hospedagem para os jovens deixarem suas bagagens e um café da manhã.

 

Fonte: a12