21/04 - O perigo de falar mal das pessoas

http://1.bp.blogspot.com/_eK8Gwnd2Sc8/Snm9-0Qyc9I/AAAAAAAAADw/ppnPwTtJGyA/s320/Penas+do+sofrimento.jpgSão João Maria Vianney, o Cura D’Ars, tinha um carisma muito especial no Sacramento da Confissão.

Era um grande confessor.

Conta-se que uma senhora, que se confessava com ele, todas as vezes dizia o mesmo pecado: falava mal das pessoas.

Ele a aconselhava, lhe dava penitência e absolvição.

Mas, como ela voltou a confessar tantas vezes o mesmo pecado, que um dia ele lhe deu uma penitência especial:

“Hoje a senhora pegará uma galinha viva e sairá pela cidade depenando-a e jogando as penas pela cidade”.

A mulher ficou envergonhada, mas como era penitência, fez o que o padre lhe pediu.

Todos acharam muito estranha a atitude dela, andando pela cidade e depenando a galinha, muitos pensaram que ela havia enlouquecido.

Depois que terminou, ela voltou à casa de São João Maria Vianney e mostrou-lhe a galinha depenada.

Ele, então, lhe disse:

“Ótimo, a senhora fez a primeira parte da penitência. A segunda é a seguinte: volte e reúna todas as penas”.

É impossível juntar as "penas"!

Mais ainda: recolocá-las. Depois que você falou mal de alguém, e até o difamou, não dá mais para reconstruir a imagem desta pessoa.

Mesmo que o irmão tenha errado, ele é “santo” porque pertence ao Senhor, foi Ele quem o escolheu.

Santo quer dizer “escolhido”.

Não duvide: o Senhor escolheu um por um de nossos irmãos.

Eles são santos, são intocáveis.

Não pertencem a nós: pertencem ao Senhor.

Não somos seus juízes: o juiz deles é unicamente o Senhor.

A nós cabe somente a misericórdia.

Jesus os resgatou ao preço de Seu sangue.

Depois que você "jogou pelos ares" a eleição do irmão, não dá mais para "ajuntar as penas".

 

Monsenhor Jonas Abib