A estranha tarefa escolar

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Uma pequena cidade do interior, cujos habitantes eram todos camponeses, tinha a sua escola.

Um dia, a escola ganhou uma verba do governo para ser investida em passeios culturais.

Os alunos ficaram entusiasmados.

Mas, como a verba não era suficiente para todos, os professores resolveram aproveitar a oportunidade para movimentar os alunos.

Fizeram uma lista de tarefas.

Quem conseguisse realizar com sucesso a sua tarefa, poderia viajar.

As tarefas eram variadas, e uma era especial.

Ela caiu para o Joaquim, um aluno impaciente e irrequieto, e por isso tinha notas baixas.

Sua tarefa: “Trazer uma colmeia de forma perfeita, cujo mel seja muito doce e nunca se acabe”.

Joaquim ficou decepcionado: onde encontrar tal colmeia?

Mesmo assim, começou a procurar a tal colmeia, cujos favos não perdiam a doçura.

Depois de muita procura, resolveu pedir ajuda ao seu avô.

Este olhou com carinho para o neto e disse:

- Eu posso ajudá-lo, mas só amanhã, se você seguir as orientações que lhe darei.

- Combinado, disse o garoto.

- Quando você chegar em casa, peça a sua mãe que prepare a refeição, que lhe ajude nas outras tarefas escolares e lhe conserte esta camisa, e que lhe dê um abraço e conte a você uma história antes de dormir.

Amanhã voltamos a conversar.

Joaquim não entendeu direito a tarefa.

Isso era o que a sua mãe fazia todos os dias!

Mas foi para casa e fez tudo como o avô havia falado.

No outro dia, antes mesmo de falar com o avô, o menino já pulava de alegria.

- Encontrei, encontrei – gritava.

Pegou no braço de sua mãe e pediu que ela o acompanhasse até a escola.

Ao chegar, disse aos professores:

- Aqui está a colmeia perfeita, cuja doçura á enorme e por mais que dê de seu mel (amor), ele nunca acaba.

O amor que a mãe tem pelo filho, ou pela filha, é incondicional e sem limites.

Ela é capaz de qualquer coisa.

E o faz sempre com um sorriso e brilho nos olhos.

Realiza tudo com uma doçura que não tem fim.

“Maria, quem poderá definir o encanto que há no espelho do teu olhar? O teu sorriso de Mãe parece abrir-se em flor nosso coração.”


Fonte: Darlei Zanon

A Fábula do porco espinho

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Conta-se que, durante uma era glacial, muito remota, quando parte do globo terrestre esteve coberto por densas camadas de gelo, muitos animais não resistiram ao frio intenso e, indefesos, morreram por não se adaptarem às condições do clima hostil.

Foi então que uma grande manada de porcos-espinhos, numa tentativa de se proteger e sobreviver, começou a se unir, e juntar-se mais e mais.

Assim, cada um podia sentir o calor do corpo do outro.

E todos juntos, bem unidos, agasalhavam-se mutuamente, aqueciam-se enfrentando por mais tempo aquele inverno tenebroso.

Porém, vida ingrata, os espinhos de cada um começaram a ferir os companheiros mais próximos, justamente aqueles que lhes forneciam mais calor, aquele calor vital, questão de vida ou morte e, feridos e magoados afastaram-se, hostilizados, por não suportarem mais tempo os espinhos dos seus companheiros.

Aqueles espinhos que aqueciam também feriam e doíam muito... . . . .

Mas descobriram depois que essa não era a melhor solução: afastados, separados, logo começaram a morrer congelados, os que não morreram voltaram a se aproximar, pouco a pouco, com jeito, com precauções, compreensão, de tal forma que, unidos, cada qual conservava certa distância do outro, mínima, mas o suficiente para conviver, resistindo à longa era glacial.

E sobreviveram...

Moral da História: O melhor relacionamento não é aquele que une pessoas perfeitas, mas aquele onde cada um aprende a conviver com os defeitos do outro e consegue admirar suas qualidades...

Muitas vezes o orgulho e a ingratidão nos incham de tal modo o rosto e nos endurecem o coração que não conseguimos mais ver em nosso semelhante a face de Deus, nosso Criador.

E nos alfinetamos.

E não sabemos perdoar como Jesus Cristo nos ensinou.

Será que não podemos nos aproximar uns dos outros com amor e serenidade de tal forma que nossos espinhos não firam as pessoas que mais amamos tanto no trabalho, quanto na escola, na igreja, em casa ou na rua ?

A carta muito especial

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Certa vez, uma senhora, chamada Ruth, olhou na caixinha do correio ao lado do portão de sua casa e encontrou um envelope, com o seu nome, mas sem selo nem remetente.

Abriu-o e dentro havia uma carta dizendo:

“Querida Ruth, estarei próximo de sua casa no sábado à tarde, e passarei aí para visitá-la. Com amor, Jesus.”

Ruth ficou maravilhada.

Por que o Senhor quer visitar justamente a mim? Não sou ninguém especial!”

No entanto, foi ao supermercado e fez compras, a fim de preparar um jantar para o ilustre visitante.

Sobraram-lhe apenas três Reais.

No sábado de manhã, varreu a casa, colocou flores...

Pelas duas horas da tarde, apareceu na sua porta um casal pedindo ajuda.

Ele disse que estava desempregado.

Ruth falou:

- Só tenho três Reais, serve?

Eles aceitaram.

Como fazia frio, Ruth deu a cada um, um agasalhos.

Ficaram muito contentes e foram embora.

Pelas quatro da tarde, Ruth olhou novamente na caixinha do correio e viu outra carta.

Pegou-a e abriu.

Estava escrito:

- Querida Ruth, obrigado pelos agasalhos e pelos três Reais que você me deu.

Com amor, Jesus.

“Então o Rei lhes responderá: ‘Em verdade vos digo: todas as vezes que fizestes isso a um destes mais pequenos, que são meus irmãos, foi a mim que o fizestes!” (Mt 25,40).

Nem sempre Deus chega nos momentos em que o esperamos.

A12

Continue Dirigindo

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Um dia uma jovem estava dirigindo com o pai.

Eles estavam sob forte tempestade, a jovem perguntou ao pai: “Que devo fazer?”

O pai disse: “Continue a conduzir”.

O carro começou a puxar para o lado, a tempestade estava ficando pior.

“O que devo fazer?” A moça perguntou novamente?

“Mantenha a condução”, respondeu o pai.

Alguns metros adiante ela notou que grandes caminhões de  dezoito rodas estavam parando.

Ela contou ao seu pai, “eu devo parar, eu mal posso ver à frente. Está terrível e todo mundo está parando!”

Seu pai lhe disse: “Não desista, continue dirigindo!”

Agora a tempestade estava terrível, mas ela não parou de dirigir e logo ela pôde ver um pouco mais claramente.

Depois de um par de quilômetros, ela estava em terra seca e um sol firme brilhava.

Seu pai disse: “Agora você pode encostar e sair.”

A jovem disse: “Mas por que agora?”

Seu pai disse: “Quando você sair, olhe para trás  e verá que todas as pessoas que desistiram  ainda estão na tempestade, porque você não desistiu, para você a tempestade acabou.”