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Bom batedor de falta agora é raro no país

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O Brasil já foi celeiro de bons batedores, como Zico, Nelinho, Ronaldinho Gaúcho e Marcelinho Carioca

Procura-se um cobrador. O país que já teve especialistas – como Zico, Nelinho, Neto, Éder Aleixo, Rogério Ceni e Ronaldinho Gaúcho – vive agora uma entressafra de bons batedores de falta. Na seleção brasileira, o craque Neymar tenta cumprir a função, mas está longe de ser um talento como os antecessores. Nos campeonatos nacionais, os gols marcados de falta são artigos cada vez mais raros.

A situação não intriga apenas os torcedores. Um dos maiores nomes que o futebol brasileiro já teve no assunto, Zico também não consegue achar explicação para tamanha escassez. “O que está acontecendo eu não sei, não posso dizer. Mas primeiro você tem que descobrir que tem talento e o dom para bater uma falta. Depois é se aplicar nos treinamentos. Repetição e mais repetição”, pondera o carioca, hoje com 64 anos.

Entre uma gravação e outra do seu canal do YouTube, o Zico 10, o Galinho de Quintino conversou com a reportagem do SUPER FC e inclusive deu dicas para quem quiser se candidatar ao cargo. “Tem que ‘perder tempo’ com isso. Bater as faltas de diversas posições e ter paciência. Também é fundamental conversar com o preparador, o treinador, o fisioterapeuta, porque é muito importante para uma equipe vencer jogos de bola parada”, completa Zico.

Quem acompanhava o treinamento desses profissionais no passado conta que, encerrados os trabalhos, Zico, Nelinho e Éder, para citar alguns exemplos, passavam um bom tempo sozinhos, treinando as cobranças – situação atualmente pouco vista nos grandes clubes. “Não sei se os caras não têm vontade ou se têm preguiça, porque todos aqueles que treinavam, além do dom e da técnica, tiveram sucesso”, lembra Zico.

Outro que pode falar com propriedade sobre o tema é Nelinho, que vestiu as camisas de Atlético e Cruzeiro. Aliás, até hoje existe, na Toca da Raposa I, um paredão de concreto, com um gol desenhado, onde o lateral-direito aprimorava sua técnica. “Acho que são raros os jogadores que se disponibilizam a ficar treinando depois, como a gente fazia. Eu gostava de ficar praticando depois que os treinos terminavam. Só assim você vai ter condições de melhorar”, frisa Nelinho.

Bom de prosa, Nelinho fica sem resposta ao ser perguntado sobre quem seria hoje o melhor cobrador do país. “É até difícil lembrar de alguém assim. Dificilmente a gente tem visto gol de falta no Campeonato Brasileiro. O cara vai, faz um gol, mas depois desaparece. Tem que treinar para aprimorar”, completa o craque.

(Otempo)

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